Na coletiva de imprensa, Kátia Abreu abordou diversos assuntos como: a relação com os ambientalistas, questões trabalhistas na área agropecuária e o FUNRURAL
Na tarde de ontem (5), a senadora e presidente da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), Kátia Abreu, cedeu uma coletiva para a imprensa, no Podium Apart Hotel, fazendo um balanço geral sobre os principais pontos que estão sendo focados pela CNA.
A presidente da CNA começou falando sobre os principais problemas na área agropecuária; “As maiores crises no setor agropecuário são as questões como: logística, transporte deficiente, custos de produção, preços dos produtos que não tem uma política agrícola eficiente eficaz para superar a questão da renda do produtor, e a carga tributária muito pesada em cima do setor, que a campeã no Brasil. Enquanto em outros países, a média da carga tributaria de alimentos é 5%, no Brasil é 19%.
Kátia Abreu ainda falou, sobre a relação polêmica com os ambientalistas; “Para nós, o meio ambiente tem um fator a mais do que qualquer outra pessoa, dele depende o nosso lucro. É só analisar e ver que erosão, pragas, desequilíbrios da biodiversidade, falta de água entre outros pontos podem nos dar um enorme prejuízo. É importante que o produtor seja aliado é não inimigo nas questões ambientais. Por essa razão criamos em conjunto com a EMBRAPA, o projeto BIOMAS, para mostrar ao país que queremos corrigir os erros cometidos, mostrando para o produtor que as ações erradas feita por eles, podem prejudicar não só o meio ambiente, mas também eles próprios”, afirma.
Outra questão muito questionada é a sobre questões trabalhistas; “Sobre as questões trabalhistas, queremos tirar o rótulo do trabalhador rural como “trabalho escravo”. Todas as questões envolvidas por más condições de trabalhos, serão analisadas pelas constituições que envolvem o assunto. Estamos buscando soluções para todos estes problemas”.
“Em um estudo que fizemos, fiscalizamos 1000 propriedades rurais. Na primeira visita não tivemos 1% do cumprimento das questões trabalhistas. Porém na segunda vez que visitamos estas propriedades, conseguimos um avanço de cumprimento de 40%. Isto significa que muitas destas propriedades tinham desconhecimento das leis”, confirma a presidente.
No fim da coletiva, Kátia Abreu comentou sobre a questão do FUNRURAL; “A CNA não tem condições para entrar o recurso contra o FUNRURAL, por que nem todos querem. A muitas distinções entre os produtores agrícolas, alguns podem ser beneficiados e outros não”, explica a senadora.
Após a coletiva, Kátia Abreu junto com Roberto Simões, presidente da FAEMG (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais), participaram de uma reunião com os presidentes dos sindicatos de produtores da região.
|